quarta-feira, 29 de junho de 2016
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Kambô: a vacina extraída de um sapo e usada com sucesso por índios da Amazônia
Kambo adicionou 2 novas fotos.
Kambô: a vacina extraída de um sapo e usada com sucesso por índios da Amazônia
O kambô é uma resina retirada de uma perereca que vive na Amazônia, a Phillomedusa bicolor. Essa resina contém peptídeos analgésicos e de fortalecimento do sistema imunológico que provocam a destruição de microrganismos patogênicos. E ela é usada como se fosse uma vacina por nativos da Amazônia.
O kambô é uma resina retirada de uma perereca que vive na Amazônia, a Phillomedusa bicolor. Essa resina contém peptídeos analgésicos e de fortalecimento do sistema imunológico que provocam a destruição de microrganismos patogênicos. E ela é usada como se fosse uma vacina por nativos da Amazônia.
A aplicação é realizada sobre a pele e transportada rapidamente para todo o corpo pelos vasos linfáticos. Os índios indicam a vacina para qualquer distúrbio e desequilíbrio, afirmam que purifica o sangue eliminando as impurezas, mas quem não tem nenhum sintoma usa o kambô para reforçar a imunidade.
Após a aplicação, é indescritível o estado de conscientização e clareza de pensamentos; a sensação de harmonia e de felicidade é visível; os sonhos, a percepção e a intuição melhoram; a autoestima retorna.
Diz a lenda que os índios da aldeia estavam muito doentes e de tudo havia feito o pajé para curá-los.
Todas as ervas medicinais que conhecia foram usadas, mas nenhuma livrara seu povo da agonia.
O pajé então se embrenhou na floresta e, sob os efeitos da Ayahuasca, recebeu a visita do grande Deus.
Este trazia nas mãos uma rã, da qual tirou uma secreção esbranquiçada e ensinou como deveria ser feita a aplicação dessa secreção nos enfermos.
Voltando à aldeia da tribo, e seguindo as orientações que havia recebido, o pajé pôde curar seus irmãos índios.
Ela recebeu dos índios catuquinas a denominação de kambô, também podendo ser chamada de kampum ou kempô dependendo da tribo indígena.
E é usada pelos indígenas para prevenir, curar ou afastar o “panema” – conhecido entre os índios e caboclos como preguiça, baixo-astral, má sorte (na caça, na pesca, na colheita ou na conquista amorosa).
O curandeiro guarda a secreção da perereca numa espátula de madeira gerando pequenas queimaduras na pele, com um pedaço de cipó (titica) em brasa, aplicando a secreção nas queimaduras.
O efeito da “vacina do sapo” – como é popularmente conhecida – é curto, porém muito forte.
Ocorre uma forte onda de calor, que sobe pelo corpo até a cabeça.
A dilatação dos vasos sanguíneos parece provocar uma circulação mais veloz do sangue, deixando o rosto vermelho.
Em seguida a pessoa fica pálida, a pressão baixa, podendo provocar náuseas, vômitos e/ou diarreia.
Esse processo dura cerca de 15/20 minutos, com uma sensação muito desagradável, mas aos poucos a pessoa retorna à normalidade.
Em seguida a pessoa se sente mais leve, como se tivesse feito uma boa limpeza, presenciando uma maior disposição.
Resultados surpreendentes
As pesquisas revelaram que a secreção da Phyllomedusa bicolor contém uma série de substâncias altamente eficazes, sendo as principais a dermorfina e a deltorfina, pertencentes ao grupo dos peptídeos. Esses dois peptídeos eram desconhecidos antes das pesquisas de Phyllomedusa bicolor. Dermorfina é um potente analgésico e deltorfina pode ser aplicada no tratamento da Isquemia (um tipo de falta de circulação sanguínea e de falta de oxigênio que pode causar derrames). A secreção do kambô também possui substâncias com propriedades antibióticas e de fortalecimento do sistema imunológico.
Após a aplicação, é indescritível o estado de conscientização e clareza de pensamentos; a sensação de harmonia e de felicidade é visível; os sonhos, a percepção e a intuição melhoram; a autoestima retorna.
Diz a lenda que os índios da aldeia estavam muito doentes e de tudo havia feito o pajé para curá-los.
Todas as ervas medicinais que conhecia foram usadas, mas nenhuma livrara seu povo da agonia.
O pajé então se embrenhou na floresta e, sob os efeitos da Ayahuasca, recebeu a visita do grande Deus.
Este trazia nas mãos uma rã, da qual tirou uma secreção esbranquiçada e ensinou como deveria ser feita a aplicação dessa secreção nos enfermos.
Voltando à aldeia da tribo, e seguindo as orientações que havia recebido, o pajé pôde curar seus irmãos índios.
Ela recebeu dos índios catuquinas a denominação de kambô, também podendo ser chamada de kampum ou kempô dependendo da tribo indígena.
E é usada pelos indígenas para prevenir, curar ou afastar o “panema” – conhecido entre os índios e caboclos como preguiça, baixo-astral, má sorte (na caça, na pesca, na colheita ou na conquista amorosa).
O curandeiro guarda a secreção da perereca numa espátula de madeira gerando pequenas queimaduras na pele, com um pedaço de cipó (titica) em brasa, aplicando a secreção nas queimaduras.
O efeito da “vacina do sapo” – como é popularmente conhecida – é curto, porém muito forte.
Ocorre uma forte onda de calor, que sobe pelo corpo até a cabeça.
A dilatação dos vasos sanguíneos parece provocar uma circulação mais veloz do sangue, deixando o rosto vermelho.
Em seguida a pessoa fica pálida, a pressão baixa, podendo provocar náuseas, vômitos e/ou diarreia.
Esse processo dura cerca de 15/20 minutos, com uma sensação muito desagradável, mas aos poucos a pessoa retorna à normalidade.
Em seguida a pessoa se sente mais leve, como se tivesse feito uma boa limpeza, presenciando uma maior disposição.
Resultados surpreendentes
As pesquisas revelaram que a secreção da Phyllomedusa bicolor contém uma série de substâncias altamente eficazes, sendo as principais a dermorfina e a deltorfina, pertencentes ao grupo dos peptídeos. Esses dois peptídeos eram desconhecidos antes das pesquisas de Phyllomedusa bicolor. Dermorfina é um potente analgésico e deltorfina pode ser aplicada no tratamento da Isquemia (um tipo de falta de circulação sanguínea e de falta de oxigênio que pode causar derrames). A secreção do kambô também possui substâncias com propriedades antibióticas e de fortalecimento do sistema imunológico.
Ayahuasca melhora depressão em estudos brasileiros
Ayahuasca melhora depressão em estudos brasileiros
Pesquisas desenvolvidas por cientistas da USP de Ribeirão Preto mostram que a bebida ritualística (única maneira de consumo legal no Brasil) conhecida como ayahuasca ou daime tem propriedades antidepressivas e é capaz de agir rapidamente, em poucas horas. Os efeitos duram por pelo menos três semanas.
Segundo o psiquiatra Jaime Hallak, que lidera os estudos, a ayahuasca tem potencial a ser explorado.
Um estudo publicado em 2014 na "Revista Brasileira de Psiquiatria" que ganhou repercussão internacional mostrou que após a ingestão de um copo (entre 120 e 200 ml, de acordo com o peso da pessoa) do chá, os sintomas de depressão foram reduzidos em média 80%, avaliados com questionários preenchidos pelos pesquisadores.
Hallak diz que os pacientes não foram orientados ou influenciados durante as alucinações produzidas nas primeiras horas após a ingestão.
Em um novo estudo do grupo, ainda não publicado, os cientistas mostram que a ayahuasca age na mesma área do cérebro que os antidepressivos: na região límbica.
O próximo passo, já em andamento, é a realização de um estudo com voluntários divididos aleatoriamente em grupos, sem que ninguém sabe exatamente o que está tomando, para garantir que não é a expectativa de estar tomando a ayahuasca que está causando o efeito.
Para a psiquiatra Ana Cecília Marques, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas, é preciso ter cuidado com a novidade. O perigo seria o uso da droga fora dos rituais ou do contexto de pesquisa.
"Como não é um antidepressivo tradicional, ainda não sabemos se as substâncias que compõe o chá causam dependência, o que poderia ser um risco bem sério para se assumir. É como os estudos com THC [substância psicoativa da maconha]: todo cuidado é pouco, mas para isso temos a ciência."
Outros estudos já mostraram que a ayahuasca também consegue atenuar sintomas de ansiedade.
Hallak conta à Folha que, com todo esse potencial farmacológico a ser explorado, já existem farmacêuticas interessadas em achar uma formulação na qual os princípios ativos da bebida pudessem ser administrados com mais segurança e menos efeitos colaterais.
Um dos problemas é que a bebida é "suja" e não contem somente os princípios-ativos DMT e THH (veja infográfico).
"Claro que há contaminantes, que podem ser responsáveis pelos efeitos colaterais". Em média 50% das pessoas que bebem o daime têm náuseas e/ou vomitam.
GABRIEL ALVES
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
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"Tome 150 ml desse chá de folhas chacrona com cipó-mariri uma vez por mês e volte daqui seis meses para avaliação", poderá dizer um médico para seu paciente depressivo no futuro.Pesquisas desenvolvidas por cientistas da USP de Ribeirão Preto mostram que a bebida ritualística (única maneira de consumo legal no Brasil) conhecida como ayahuasca ou daime tem propriedades antidepressivas e é capaz de agir rapidamente, em poucas horas. Os efeitos duram por pelo menos três semanas.
| William Mur/Editoria de Arte/Folhapress |
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Um estudo publicado em 2014 na "Revista Brasileira de Psiquiatria" que ganhou repercussão internacional mostrou que após a ingestão de um copo (entre 120 e 200 ml, de acordo com o peso da pessoa) do chá, os sintomas de depressão foram reduzidos em média 80%, avaliados com questionários preenchidos pelos pesquisadores.
Hallak diz que os pacientes não foram orientados ou influenciados durante as alucinações produzidas nas primeiras horas após a ingestão.
Em um novo estudo do grupo, ainda não publicado, os cientistas mostram que a ayahuasca age na mesma área do cérebro que os antidepressivos: na região límbica.
O próximo passo, já em andamento, é a realização de um estudo com voluntários divididos aleatoriamente em grupos, sem que ninguém sabe exatamente o que está tomando, para garantir que não é a expectativa de estar tomando a ayahuasca que está causando o efeito.
Para a psiquiatra Ana Cecília Marques, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas, é preciso ter cuidado com a novidade. O perigo seria o uso da droga fora dos rituais ou do contexto de pesquisa.
"Como não é um antidepressivo tradicional, ainda não sabemos se as substâncias que compõe o chá causam dependência, o que poderia ser um risco bem sério para se assumir. É como os estudos com THC [substância psicoativa da maconha]: todo cuidado é pouco, mas para isso temos a ciência."
Outros estudos já mostraram que a ayahuasca também consegue atenuar sintomas de ansiedade.
Hallak conta à Folha que, com todo esse potencial farmacológico a ser explorado, já existem farmacêuticas interessadas em achar uma formulação na qual os princípios ativos da bebida pudessem ser administrados com mais segurança e menos efeitos colaterais.
Um dos problemas é que a bebida é "suja" e não contem somente os princípios-ativos DMT e THH (veja infográfico).
"Claro que há contaminantes, que podem ser responsáveis pelos efeitos colaterais". Em média 50% das pessoas que bebem o daime têm náuseas e/ou vomitam.
terça-feira, 5 de abril de 2016
terça-feira, 22 de março de 2016
Santo Daime: forma polêmica de buscar respostas - Jornal de Brasilia
Santo Daime: forma polêmica de buscar respostas
Há quem critique e defenda o chá. Seguidores explicam a doutrina, que serve para "autoconhecimento"
Carla Rodrigues
carla.rodrigues@jornaldebrasilia.com.br
“Existe o Rian antes e depois da Ayahuasca”. A afirmação é do ator Nizo Neto, em entrevista em que aponta o chá, conhecido como Santo Daime, como um dos fatores responsáveis pela morte do filho Rian Brito, de 25 anos. Segundo a Polícia Civil, porém, trata-se de uma “fatalidade”. Desde então, a família do neto de Chico Anysio reiniciou a discussão em torno da bebida que, por outro lado, é defendida como doutrina espiritual capaz de expandir as fronteiras da mente (leia mais sobre o caso no Saiba mais).
Após as acusações, que envolveram até a atriz da TV Globo Leona Cavalli – dirigente de uma comunidade de Ayahuasca no Rio de Janeiro –, psiquiatras, psicólogos e especialistas em drogas apontaram os riscos do Daime. Por outro lado, garantem seguidores da doutrina, para ingerir a bebida com a real intenção do autoconhecimento, é necessário preencher ficha informando, entre outras coisas, histórico de quadro psiquiátrico, remédios (quais), drogas e antidepressivos.
No DF, são inúmeros seguidores da doutrina. Betto Maia, 58 anos, é um dos dirigentes da Aldeia Amor Lakota, um dos 19 institutos da corrente do Daime no DF. Sua comunidade fica na Cidade Ocidental (GO), e os encontros ocorrem, como na maioria dos locais, aos sábados.
“A gente prefere o sábado porque, normalmente, é o dia de tomar uma cerveja, ir a uma festa ou a um churrasco com amigos. E a nossa proposta é uma mudança de estilo de vida. Não é vir, tomar o chá e ir embora. A ideia é que, a partir do autoconhecimento, a pessoa consiga se livrar de vícios”, justifica Betto. Ele conta que conheceu o Daime em 2002, junto com a esposa e uma amiga. Na época, lembra, tinha seus “preconceitos”.
“A Lúcia (esposa) e a amiga estavam muito mais curiosas do que eu. Eu não queria ir. Fui todo desconfiado”, lembra Betto, coronel aposentado da Polícia Militar, um dos motivos pelos quais não queria tomar o chá. “Eu tinha preconceito com aquilo. Não sabia se era certo. Se eu poderia tomar, entende?”, desabafa. Porém, a mulher e a amiga gostaram da experiência e ele resolveu acompanhá-las outras vezes. Desde então, percebeu que o chá não é “coisa de doidão”.
“Não é só beber o chá e pronto”
Antes de ingerir a bebida, os iniciantes precisam preencher uma ficha. Os cuidados, inclusive, fazem parte do ritual. “Não é chegar aqui, dizer que quer beber o chá e pronto. Os dirigentes sérios tomam cuidado. Se a pessoa quer beber o chá e fumar maconha, para nós, já não pode ficar”, explica o Betto Maia, um dos dirigentes da Aldeia Amor Lakota.
No Brasil, desde 1930
Betto Maia, um dos dirigentes da Aldeia Amor Lakota, instituto da corrente do Daime no Distrito Federal, assim como todos os dirigentes da religião devem fazer, estudou o Ayahuasca, buscou informações e, hoje, explica em detalhes toda a história.
Ele conhece a doutrina desde que surgiu no Brasil, quando o seringueiro Raimundo Irineu Serra cristianizou a bebida, no Acre, em 1930. “O chá é feito a partir da fervura de duas plantas: o cipó jagube, que representa o sagrado do homem, e a chacrona, que representa o sagrado da mulher. O cipó só pode ser manipulado por homens, e a chacrona, por mulheres”, explica Betto, coronel aposentado da Polícia Militar.
A partir da colheita, começa todo o ritual, que envolve a chamada espiritualidade do chá do Santo Daime. “O Ayahuasca é colhido em oração, transportado em oração, feito em oração e bebido em oração”, salienta outro dirigente do instituto Aldeia Amor Lakota, Darci Feitosa.
O professor conheceu a bebida em 2007 e, desde então, conta, mudou radicalmente seu estilo de vida. “Antes, minha chácara era um ponto de encontro para churrascos, para beber com amigos. Hoje, ainda com amigos, é um local de oração, de encontro com Deus”, afirma o dirigente.
“Mundo do sentir”
Darci tem uma chácara, no Jardim Ingá, em Luziânia (GO), voltado apenas para as sessões do Santo Daime. Ele chegou a erguer uma igreja no terreno. Ali, conta, oram e entram em contato com o “mundo do sentir” após beber o chá.
O professor diz ainda que a doutrina é utilizada por ele para resgatar pessoas viciadas em drogas. “A Ayahuasca é uma ferramenta de ajuda. Eu tenho pessoas que estão aqui que eram assaltantes. Hoje, são distribuidores de cestas básicas. O rapaz que um dia está com arma e cigarro de maconha na mão, depois de tomar o chá, no outro dia, está com a Bíblia e com a palavra de Deus”, salienta Darci.
Padre passou a compreender Bíblia
“Eu compreendi verdades da Bíblia. Compreendi a Virgem Maria. Compreendi o papel dela. Eu compreendi aquilo que o Chico Xavier disse: a hóstia é uma luz que o padre dá, e quem recebe se encaminha para a luz de Deus. E eu celebrava a missa sem ter essa compreensão. É uma experiência difícil de explicar”, lembra o padre.
Visão do Preto Velho
Em uma das sessões de Ayahuasca, conta Antônio Piber, chegou a ver, inclusive, um Preto Velho. “Eu estava indo ao banheiro e senti que tinha alguém ali e era um trabalho fechado. E essa presença era humana, de verdade. Não era incorporado”, lembra.
Ele acrescenta que, nesse dia, só havia quatro pessoas no local. “E eu me virei e, então, vi o Preto Velho, o ser de luz. E esse ser de luz se levantou, juntou as mãos e disse: ‘a benção, padre’. E eu concedi a benção. E era um período em que eu estava em crise, repleto de preconceitos. Nesse momento, percebi isso”, salienta o padre Antônio Piber.
“Quantas vezes vocês viram uma baleia rosa voando aqui perto da igreja?”, questiona Betto Maia, um dos dirigentes da Aldeia Amor Lakota, para os outros seguidores da doutrina.
“Isso seria uma alucinação. Algo que não existe. Quando o padre fez o trabalho, ele viu um Preto Velho. Um questionamento que estava dentro dele”, responde o coronel aposentado, afirmando que o chá do Santo Daime não é um alucinógeno. “Não são alucinações. São verdades, respostas que estão dentro de nós. É como um sonho”, destaca o dirigente Betto Maia.
"Transformação" após entrar para doutrina
Um jovem que participa dos trabalhos da doutrina dá seu testemunho e assegura que se trata de um chá puramente ligado à espiritualidade. “Não é uma droga. Eu estava perdido da minha fé antes e sabia que estava faltando algo. Passei a vida inteira buscando uma coisa que, quando eu cheguei à vida adulta, foi por água abaixo”, revela Thomas Ribeiro, de 23 anos.
Foi aí que ele, então, começou a usar drogas. “Eu bebia, fumava. E eu não estava bem, não estava feliz. Comecei a questionar Deus. Onde está Deus? E eu me encontrei aqui. As respostas vieram da Ayahuasca, mas estavam dentro de mim”, diz.
Ele e a mulher, Graziela Cruvinel, também de 23 anos, seguem a doutrina há dois anos. Segundo eles, ambos estavam totalmente perdidos antes de tomar o Ayahuasca.
“Minha mãe estava ficando louca comigo. Eu só dava trabalho. Ia para trances, festas. Usava drogas. Agora não. Encontrei Deus dentro de mim. Não sou viciada em nada, vivo bem. Ayahuasca não vicia. Não é uma droga. Ele me traz respostas. Me ajuda a continuar no meu caminho”, fala a jovem, que teve uma filha, hoje com nove meses, com Thomas.
“Não tem risco”
Um dos dirigentes do instituto Aldeia Amor Lakota, Darci Feitosa, também defende que a bebida não é viciante. “Tenho o cipó e a chacrona aqui em casa. Eu tenho Daime à vontade e não tomo fora dos trabalhos. O princípio ativo da Ayahuasca é da DMT (dimetiltriptamina). E o nosso corpo produz a DMT normalmente. Mas tem duas fases na nossa existência em que essa substância é produzida em quantidade maior: quando nascemos e quando morremos. E a quantidade de DMT que tem no chá é de 0,025. Para ser considerada uma droga, teria de ter cem vezes mais, segundo os padrões internacionais de drogas. Então, não tem risco”, assegura.
Saiba mais
O corpo de Rian Brito, neto de Chico Anysio, foi encontrado, após afogamento, no dia 3 deste mês, no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, no Rio de Janeiro. Segundo a delegada da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) do Rio de Janeiro, Ellen Souto, o calor aliado ao jejum podem ter causado alucinação em Rian.
O jovem tinha o hábito de meditar em locais de natureza selvagem e jejuar, o que, segundo seus pais, começou após o uso de Ayahuasca. Após ingerir a bebida, afirmou o pai, ator Nizo Neto, ele começou uma “coisa espiritual”, entrou em um delírio de que tinha uma missão e que, para isso, não podia comer. Segundo ele, o filho comia o mínimo para sobreviver e chegou a pesar 45kg.
Psiquiatras questionam
Na avaliação da psiquiatra da Associação Médica de Brasília (AMBr) Renata Figueiredo, o uso do chá de Santo Daime é questionável. Segundo ela, Ayahuasca é uma combinação de plantas com efeitos psicoativos. Por isso, frequentemente, são relatadas “alucinações, com percepção alterada dos sentidos, alterações do pensamento, concentração, atenção, memória e julgamento; alterações emocionais como êxtase e até mudanças na percepção corporal”, aponta.
A psiquiatra, porém, salienta que não é possível afirmar que o chá fará mal a todos aqueles que o ingerem. “Não se pode, preliminarmente, determinar em quais indivíduos ou mesmo precisar quando esses poderão apresentar algum transtorno psiquiátrico em decorrência do uso das ervas. É certo que a probabilidade de ocorrência aumenta nas pessoas com histórico psiquiátrico ou predispostos geneticamente”, explica.
Por isso, Renata analisa, “partindo do princípio de que a droga pode desencadear transtornos mentais, inclusive surtos psicóticos em pessoas predispostas geneticamente, podemos afirmar, baseados em pesquisas, que seu uso é problemático”.
Segundo Renata, ao contrário do que afirmam os defensores do uso das plantas para fins medicinais, a Ayahuasca não é recomendável para tratamento da depressão, por exemplo. “É sabido da existência de estudos sobre o tema, mas as pesquisas ainda são incipientes, devendo-se aguardar conclusão científica acerca da eficácia do uso terapêutico da substância, sobretudo da sua segurança”, afirma.
Outra psiquiatra, especialista em dependência química, Helena Moura assegura que o Ayahuasca é um alucinógeno. “É uma categoria mais diversa, com várias substâncias”, afirma. “Os alucinógenos alteram a percepção da realidade. Os nossos cinco sentidos se confundem um com o outro. Isso é a característica principal dos alucinógenos. Essa alteração na capacidade de perceber a realidade”, explica.
Bebida pode causar transtornos
Psiquiatra, especialista em dependência química, Helena Moura salienta que o maior risco na ingestão do chá é justamente a vulnerabilidade de algumas pessoas predispostas a alterações permanentes da mente.
“Isso pode acabar se prolongando”, afirma. “Ainda que a pessoa não faça uso frequente, as alterações podem persistir. Por ser alucinógeno, o chá pode causar transtornos relacionados ao uso da substância. A psicose é a mais recorrente no caso do Daime”, completa Helena.
Por fim, a psiquiatra destaca que é importante debater o uso do chá de Santo Daime. Segundo ela, “por não ser proibida, a ingestão da bebida gera a sensação de que não tem riscos”. No entanto, aponta, “pode trazer consequências muito graves”.
Saiba mais
A corrente mais famosa do chá de Ayahuasca é conhecida como União do Vegetal (UDV).
O uso religioso do chá foi legalizado no Brasil em 2006. Mas, em 2010, as normas para usar a bebida foram reeditadas. Na época, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, por meio do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad), publicou, no Diário Oficial da União, resolução com regras que regem o uso das plantas.
Crianças também podem ingerir a bebida. Mas, segundo a Resolução do Conad, elas devem estar acompanhadas pelo responsável legal.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília
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1) AGRADECIMENTO A JORNALISTA CARLA RODRIGUES: Graziela Cruvinel Nós que agradecemos pela seriedade e desempenho da equipe. _/ \_ Bom, que todos possam conhecer o lado bom de algo tão sagrado para nós. Infelizmente ainda existem muitos desinformados e julgares por algo desconhecido. Mas sigamos sempre na luz e com muita paciência. Gratidão.
2) AGRADECIMENTO A JORNALISTA CARLA RODRIGUES :Betto Maia Brasília Aalk Ayahuasca Carla todos as linhas tradicionais da Ayahuasca Santo Daime, União do Vegetal, Alto Santo , Barquinha, e as Instituições que seguem suas doutrinas em um trabalho sério, responsável seguindo as Leis brasileiras e as Resoluções do CONAD, todos esses trabalhadores só tem que te parabenizar a vc Carla e a sua equipe que esteve no Instituto Nossa Senhora Aparecida no Jardim Inga pela fiel transcrição do que pudemos e conseguimos te mostrar, apresentar, conversar, relatar. As dificuldades que vc mesma relatou de conseguir pessoas e Institutos que se dispusesse a participar dar depoimento sobre o Chá Ayahuasca, pois não é que não gostamos que temos algo a esconder é que sempre nos procuram nos momentos de dificuldades, nos momentos que reacende as polemicas sobre a utilização ou proibição do Chá Ayahuasca. Durante os períodos que não há manchetes sensacionalistas, não nos procuram para saber, conhecer, mas conhecer de verdade, como é a preparação a responsabilidade a seriedade das pessoas que dirigem os institutos, como é a seriedade, na semana de preparação de um trabalho comungando Ayahuasca. Quais os mecanismos de contato como participante os mecanismos de controle ficha de anamnese entrevista, reunir todos que irão participar do trabalho para novamente ser orientado, informado cientificado da conduta, respeito e seriedade durante as 4 horas que estará participando de um trabalho comungando o Chá Ayahuasca. Enfim Carla todos nós estamos gratos e seremos gratos pela altivez, discernimento, ética e comprometimento que a sua equipe teve em nos acompanhar onde todos sem exceção Padrinho Darci, Padre Antonio Piber, Thomas e a Graziela nos abrimos, nos mostramos como somos e como deve ser todos que recebem a Missão Divina de trabalhar com respeito, seriedade e responsabilidade co o Sagrado Chá Ayahuasca. Todos dizem e tramitem para vc e sua equipe, Muito Obrigado, Gratidão minha Irmã.
RESPOSTA CARLA RODRIGUES : Carla Rodrigues Qnd tenho esse tipo de retorno, sinto que o meu trabalho valeu a pena. Muito obrigado a todos vcs. Por confiarem em nós. Foi um novo aprendizado com certeza. Obrigado.
Vivenciando a Luz,
Namastê!
Lúcia MaiaIzia e Betto MaiaZairon Brasília -DF
♫♪•*"*•“... Instituto Espiritual Xamânico Saint Germain - ...”*"*•♪
Aldeia Amor Lakota
Aldeia de Luz
♫♪♫♪ALDEIA AMOR LAKOTA - ALDEIA DE LUZ♫♪♫♪♫♪•*"*•“♫♪•*
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